sábado, 31 de maio de 2014

29-05-2014

Conforme me aproximo de Sábado mais nervoso vou ficando, mas não é só a meditação ou o facto de fazer uma massagem antes - fico sempre nervoso antes de uma massagem, principalmente quando fico algum tempo sem a fazer. Nem são as mudanças, arranjar as mobílias para a casa sem muito dinheiro para gastar, nem são os próximos concertos, nem são as questões do trabalho, nem o facto de querer treinar e ver as coisas do curso da leitura de aura, nem todas as mudanças que aí vêm. Não é isso... não é SÓ isso. É tudo junto. É nestas alturas em que me apetecia fumar um charro apenas para ver se consegui relaxar. Este stress lento e a capacidade da minha mente de dispersar juntos fazem uma parelha imbatível para me lixar o juízo. A questão é que, ao contrário do que aconteceu duas semanas atrás, este nervosismo é mais miudinho, mais disfarçado. Algo que nem dou conta, apenas quando os pensamentos confluem para todas estas questões constantemente. E depois o dizer que tudo se resolve, que tudo vai acontecer pelo melhor, que tudo o que precisar vou conseguir encontrar. Se não for à primeira, será à segunda, mas tudo se vai resolver. É algo que a minha mente não está habituada a ouvir mas que até agora tem resultado relativamente bem. Por outro lado também me custa ver e sentir a minha mãe a querer-me ajudar e não ter meios como. Fico feliz por não colocar esse peso em cima dela, já que ela não precisa da minha ajuda para isso. Apesar de todas as coisas que precisamos, não sei porquê, não estou preocupado - haja alguma coisa que não me preocupe - apenas quero ver as coisas a avançarem. A impaciência cresce em mim, cada vez mais, de dia para dia. O meu único refúgio tem sido estar com a Marta, os momentos em que estamos juntos, mesmo aqueles que não tenho consciência. Aqueles em que as nossas almas se cruzam. Esta manhã ela contou-me mais uma ligação de alma fez comigo. Já estava à espera dela como quase sempre e quando a vi fiquei super-entusiasmado e levei-a a correr para a casa da árvore, onde depois de subirmos, fomos para o meio da cama onde nos sentámos numa espécie de posíção de lótus, virados de frente para o outro. Ficámos assim por alguns momentos, sem dizer nada, apenas tocámos no rosto um do outro. Entretanto peguei na mão dela e disse-lhe que tinha algo para lhe mostrar. Coloquei a minha mão no meu peito e foi como se visse o meu coração, que do seu interior saiu o pássaro azul que surgiu na primeira ligação. Disse: Isto representa o amor que tenho por ti e aquilo que tenho dentro do meu coração. Ela fez o mesmo e também saiu um pássaro azul do coração dela, lembrando-se apenas da última coisa que diz, antes de adormecer:

Também te amo muito.

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