segunda-feira, 26 de maio de 2014

25-05-2014

A primeira coisa que fiz hoje foi votar. Acho que foi das poucas vezes em que fiz com gosto e com questão de votar. Não me recordo de ter votado com total convicção de acreditar na pessoa em quem estava a votar. Fez-me ter um sentimento de dever cumprido. Independentemente do meu candidato ter ganhou ou não, fico com a sensação que fiz aquilo que tinha de fazer, sem interessar o resultado. Se todos agíssemos assim, de certeza de que teríamos um mundo bem diferente.

Ontem esqueci-me de dizer algo. Nem foi ontem, aconteceu na sexta. Estávamos a ver um filme e a Marta sentiu uma presença ao seu lado, alguém vestido de branco a quem ela associou como sendo um guia. E depois viu umas mãos a passarem a aconchegarem-me a cara. Eu não dei conta de nada e a Marta só me disse mais tarde porque tinha calhado em conversa e ganhou coragem para dizer - ela ainda tem um certo receio de contar o que vê e sente, mas espero que as minhas reacções a vão libertando do peso desse medo. Ela viu umas mãos do que parecia ser uma pessoa de idade e eu associei imediatamente à minha avó, coisa que ela depois me confirmou. Estive a contar-lhe como era a nossa relação que apesar de ser conturbada, também era representativa do amor que tínhamos um pelo o outro.

Hoje o curso ainda fluiu melhor que ontem, além de se notar que tivemos mais facilidade em ver, também notou-se alguma facilidade em interpretar. Claro que a presença da Catarina e a sua ajuda revelou-se fundamental. As informações partilhadas também foram muito interessantes e representativas da fase em que estamos a viver. A mais curiosa, ou pelo menos uma delas, foi que quando a Marta estava a ver a minha rosa, viu uma folha azul (acho que era azul) e dentro dela tinha uma casa de madeira numa árvore. Ainda pensei que foi a nossa casa e estive para perguntar mas depois algo me disse que era melhor continuar apenas a ouvir. Lá dentro da casa, ela viu troféus de caça, pendurados nas paredes. Cabeças de animais e no chão estava a pele de um urso. A casa estava vazia mas não estava abandonada. Estava bem arrumada. A Catarina pediu-lhe para ela avançar para um momento no tempo em que estivesse lá alguém e estava um senhor anafado, que é um dos seus guias. Quando ela já estava a vir embora de lá, a Catarina lembrou-se de pedir para perguntar a razão dele estar ali ou em que medida é que o guia dela a estava a ajudar ao que ele respondeu que era para trabalhar o desapego aos animais e que era através de mim que isso ia acontecer. Por esta não esperava. Sempre julguei que seria ela a aproximar-me dos animais e não o contrário. Provavelmente vamos fazer o caminho inverso até estarmos os dois equilibrados. Mais uma das coisas que nos completamos. Por acaso ontem a Catarina referiu isso mesmo como conclusão que tínhamos visto e faz-me todo o sentido. Aquilo que não temos em comum, compensamos por opostos e a harmonia é tão grande que até arrepia.

Ah, já me esquecia. Hoje fizemos uma surpresa à Catarina. Pedi à Marta para comprar umas bolas de berlim, para dar um miminho à Catarina já que ela fazia anos e passou o dia connosco. Ela gostou bastante e acho que não esperava nada. Acho que a intenção foi bem recebida e teve o objectivo atingido. Gostei muito da interacção que tivemos os três e acho que elas duas gostaram bastante uma da outra. Mais um acontecimento a provar que a minha teoria dos mundos a colidirem está completamente desfasada e desactualizada.

Sem comentários:

Enviar um comentário