Acho que nunca tive doente desta forma. Gripe sem ter gripe. Constipado em constante recuperação. A forma como têm evoluído, como depressa tem evoluído, passando por todas as fases, é-me desconcertante. Primeiro as dores no corpo, que duraram apenas uma tarde. Depois a tosse alérgica que me deixou K.O., ao ponto de me deixar de rastos a cada tossidela que dava - agora sei como a minha mãe se sente quando ela tosse e segura a cabeça para que ela não rebente, foi mesmo isso que senti - veio o ranho e com fartura. Basicamente passei numa semana por tudo aquilo que odeio sentir. Dores de garganta, tosse alérgica que me faz sentir a garganta dorida, não conseguir respirar pelo nariz, assoar-me até ficar com o nariz dorido, ficar com os ouvidos entupidos, não conseguir dormir de noite. Tudo isso. Parece que é uma lembrança daquilo que não gosto, embora eu saiba que é descarga, que é limpeza, que deve estar relacionado, de certeza, com os 21 dias da oração do Arcanjo Miguel que estou a fazer. Embora alguns dias tenha piorado, há sempre qualquer coisa de agradável, sempre pequenas melhorias. Nem a opinião dos outros me convence do contrário. Os meus colegas e pais dizem que estou na mesma, mas eu sei que não, eu sinto as nuances. As pequenas melhoras, os pequenos sinais, mesmo quando as coisas parece que estão a piorar. Por outro lado, tenho aquilo que sinto pela Marta que faz com que foque a atenção em algo exterior à minha condição mas ao mesmo tempo a focar a algo no meu interior, ao meu coração. Sem cabeça a interferir - pelo menos não muito - apenas a calma e tranquila sensação de sentir sem que isso seja abalado com receios de um futuro igual ao passado. Apenas sentir.
E por falar em sentir... Ao falar com ela hoje, tivemos os dois o mesmo pensamento ao mesmo tempo. Esta ligação forte que temos, só pode ser explicada por nos termos encontrado antes. É estranho mas a ligação que temos foi construída primeiro espiritualmente, quando ainda só estivemos juntos uma vez, por breves minutos, antes de entrarmos para um concerto. Soube depois que ela fez tudo por tudo para que nos encontrássemos embora na altura não tínhamos nem um terço da ligação que temos hoje. Ela já tentou voltar atrás mas não sabe se o que viu foi da sua imaginação ou não. Surgiu-lhe uma imagem de índios, o que é engraçado porque foi o que já surgiu a uma amiga minha que me fez cura multi-dimensional. Na altura foi uma recordação daquilo que já senti, liberdade. A imagem era minha, índio a cavalgar, sem pesos, em comunhão com a natureza. Talvez me tenha encontrado com ela nessa altura. De qualquer forma e para ser sincero... não interessa, não interessa mesmo. Pela primeira vez, não ando à procura do passado, não ando com curiosidade do passado, aquela curiosidade mórbida que sempre tive, que se manifestou por completo na altura em que me apaixonei e relacionei com a Margarida. Na altura era como que uma justificação para o que sentia e também, ao mesmo tempo, a motivação para que a nossa relação tivesse razão de ser. Isso é algo do passado neste momento. O que é bom, dá aquela sensação de liberdade que falei.
E por falar em sentir... Ao falar com ela hoje, tivemos os dois o mesmo pensamento ao mesmo tempo. Esta ligação forte que temos, só pode ser explicada por nos termos encontrado antes. É estranho mas a ligação que temos foi construída primeiro espiritualmente, quando ainda só estivemos juntos uma vez, por breves minutos, antes de entrarmos para um concerto. Soube depois que ela fez tudo por tudo para que nos encontrássemos embora na altura não tínhamos nem um terço da ligação que temos hoje. Ela já tentou voltar atrás mas não sabe se o que viu foi da sua imaginação ou não. Surgiu-lhe uma imagem de índios, o que é engraçado porque foi o que já surgiu a uma amiga minha que me fez cura multi-dimensional. Na altura foi uma recordação daquilo que já senti, liberdade. A imagem era minha, índio a cavalgar, sem pesos, em comunhão com a natureza. Talvez me tenha encontrado com ela nessa altura. De qualquer forma e para ser sincero... não interessa, não interessa mesmo. Pela primeira vez, não ando à procura do passado, não ando com curiosidade do passado, aquela curiosidade mórbida que sempre tive, que se manifestou por completo na altura em que me apaixonei e relacionei com a Margarida. Na altura era como que uma justificação para o que sentia e também, ao mesmo tempo, a motivação para que a nossa relação tivesse razão de ser. Isso é algo do passado neste momento. O que é bom, dá aquela sensação de liberdade que falei.
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