sábado, 26 de abril de 2014

22-04-2014

Ainda me surpreendo como as coisas mudam. É também nestes momentos em que faço um esforço para me lembrar dos tempos em que tenho resistência ao presente, às mudanças e às não mudanças. Embora as coisas com a Catarina tenham normalizado, sinto que ainda tenho algum rancor devido ao facto dela me ter apagado do face. Não é surpresa para mim eu guardar rancor das coisas que me fazem, principalmente das pessoas que me são próximas. O que é surpresa é eu conseguir lidar com a pessoa, sem problemas, sem deixar que as nossas interacções se afectem com isso. É algo que acontece naturalmente. O amor que temos mutuamente fala mais alto, mas mesmo assim, há uma parte que está ferida. A parte dela em que faz com que mantenha o bloqueio no face e a parte de mim em que ainda está ressentida com isso. Na verdade, não posso dizer que ela esteja magoada comigo. Acho que ela simplesmente tem mais coisas em que se preocupar e não será tão importante para ela como é para mim. Mas tenho notado que ainda tenho ressentimento por aquilo que aconteceu, embora não me concentre em tal. Já perdi muitas energias com esta situação e não estou disposto a fazê-lo mais. A questão é que as coisas estão realmente boas, pacíficas. Nem creio que seja uma paz podre. É sincera. Como o que aconteceu... nunca tivesse acontecido. Ou não importasse. Bem e não importa, mas o facto de ter consciência disso é porque de alguma forma... ainda importa. 

Apesar desta questão, o trabalho flui. Como já disse antes, o querer fugir de lá desapareceu, conforme a questão da Catarina foi ultrapassada - facto que tenho que agradecer a muitas das pessoas que me apoiaram nessa altura. Aliás, pensando bem, se não fosse a questão com a Catarina, não me teria aproximado da Marta e não estaríamos onde estamos hoje. Voltando ao trabalho... toda essa questão foi ultrapassada. A partir do momento em que deixou de haver resistência à questão com a Catarina, parece que ganhei uma motivação extra para trabalhar, mesmo sabendo que o faço desprovido de paixão. Mas faço-o com brio profissional, algo que desconhecia sequer que tinha. A questão é que desde então, o ritmo de trabalho tem aumentado cada vez mais e soube algo que ainda estou a digerir. Vai haver mexidas na nossa equipa. Um dos elementos vai sair e o trabalho dele vai passar para nós. Além do tempo para fazer essas tarefas, tempo que não temos, a questão maior é o tipo de tarefas. Coisas que envolvem uma análise de números, de ficheiros de excel, de fórmulas. Coisas que detesto. Nem são coisas para as quais tenho resistência, são mesmo coisas que detesto. A minha mente viaja muito e este tipo de tarefa é algo que não permite espaço para criatividade. E eu lido mal com os erros. Principalmente os meus. Agora seria uma boa altura para entrar em pânico, mas mais uma vez, estou com uma calma que não é própria da minha personalidade, pelo menos, neste tipo de situações. Talvez esteja tranquilo por pensar que não me vai calhar nada que não consiga lidar ou suportar. É... acho que é isso mesmo. Tudo vai correr bem no final, não é? Com mais ou menos dificuldade, é o que sempre aconteceu até agora. Quando não há resistência.

Sem comentários:

Enviar um comentário