Realmente só temos que pedir. Hoje surgiu a hipótese de fazer uma massagem no espaço da Sofia. Se calhar faço isto muito, mas é inevitável, é inevitável comparar com aquilo que eu faria com aquilo que eu faço actualmente e a verdade é que não poderia haver fosso mais gigante entre os dois. Nunca na minha vida eu iria aceitar fazer uma massagem de um dia para o outro, do outro lado do rio, depois do trabalho, para chegar a casa por volta das dez horas da noite - provavelmente será mais ou menos isso. Ainda para mais sentindo cansaço e ainda para mais tendo uma reportagem para fazer na sexta-feira e reiki para fazer no sábado de manhã. São coisas que são facilmente encaixadas, mas para quem não tinha nem precisava de agenda, para quem precisava de um espaço de vários dias entre coisas agendadas para poder libertar a cabeça, para se preparar psicologicamente nelas, isto é uma mudança brutal. Aceitei sem pensar muito porque é o que tinha pedido. Eu quero dar massagens, quero evoluir, como posso recusar aquilo que peço, quando aquilo que peço é o que quero muito? Tenho que ter cuidado para me proteger porque apesar de querer muita coisa, o meu corpo tem limites e ultimamente não se pode dizer que tenha descansado muito, mas tenho que aproveitar para dormir nos intervalos e fazer um esforço para me deitar mais cedo. Esse continua a ser o ponto que preciso mais de desenvolver. O lembrar-me que sou mortal e que também me esgoto. Aceitar a minha condição de humano é algo que sempre foi complicado embora, com tudo o que tenho aprendido, não se tenha tornado tão evidente como isso. Mais um passinho, consciente, nessa direcção.
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