domingo, 13 de abril de 2014

13-04-2014

Depois do dia e noite de ontem, tudo parece que perdeu e ganhou um novo sentido. Tudo é colocado em perspectiva. Se a questão da distância da Marta era importante, pelo menos a nível mental, para que não colocasse a hipótese de ter uma relação com ela, as coisas levaram-me a que efectivamente tivesse uma relação com ela - que posso dizer com toda a segurança que tenho - sem saber que ela passou por uma transformação de vida que fez com que deixasse Coimbra e viesse viver com os pais para Lisboa. Será temporário enquanto se adapta no seu novo trabalho, mas será para ficar. É engraçado como ignorei o meu mental na altura certa. Ignorei tudo aquilo que o meu velho eu usaria para fugir a sete pés e ao mesmo tempo ela estava a vir ter comigo. Nem posso dizer que o tenha ignorado conscientemente. Apenas, e mais uma vez, me deixei ir e mais uma vez, tudo resultou numa harmonia sem precedentes na minha vida. Ou talvez esta harmonia sempre tenha estado presente e apenas agora eu esteja voltada para ela de braços e corações abertos, como sempre deveria estar. Na verdade, não interessa, nada disto. Estou verdadeiramente feliz e estou calmo, fruto da minha idade ou fruto de tudo o resto que tenho vivido. Não interessa analisar, apenas sentir. E se sentir nos últimos tempos tem sido bom, hoje é bom demais.

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