sábado, 26 de abril de 2014

25-04-2014

Hoje foi um dia fantástico. Mais uma meditação, com o arcanjo Uriel, o arcanjo que nos traz paz, tranquilidade, misericórdia e esperança. Esta meditação foi estranha. Quer dizer, a meditação não foi estranha. A maneira como a vivi é que foi estranha. Se na semana passada me dispersei um pouco, nesta nem me dei hipótese para tal. Ouvi a meditação do início ao fim mas não me dei hipótese a viajar, a deixar receber imagens, seja o que for. Embora tenha visualizado tudo aquilo que foi ouvido, não o fiz com detalhe, não o fiz de forma criativa. De qualquer forma, estas abordagens são me preciosas. Estas... apresentações com os arcanjos. A Sofia sugeriu no final eu fazer as meditações sozinho, nem que fosse uma por dia, ou conforme desejasse, com o arcanjo que desejasse. É uma excelente ideia que me faz todo o sentido. Uma das dádivas do Arcanjo Uriel foi um cetro, uma croa e um manto real, com que a simbolizar o meu poder ou o nosso poder para comandar os nossos destinos. Somos monarcas da nossa vida, não somos vítimas dela. Temos escolha, temos poder. Somos reis.

Depois de almoço fomos passear um pouco ao Parque da Paz em Almada e fiquei encantado. Além de ser enorme, é um sítio que realmente proclama e incita à... paz. As pessoas em família, sentadas e deitadas na relva, as crianças a brincar, pessoas a andar de bicicleta... ter um local daqueles numa cidade é de uma preciosidade única. Fiquei muito contente pela Sofia me ter levado lá. À tarde estava com uma moleza impressionante, apetecia-me tudo menos dar a massagem, mas ao mesmo tempo queria mesmo dar a massagem. Cada oportunidade para tal é-me preciosa. E correu tudo bem, a massagem correu super bem e a pessoa adorou - até eu estava com receio que a pressão não fosse adequada, mas até nisso correu bem. No final ela disse-me que sentiu que eu tinha um grande poder energético nas mãos. Continuo a ter estas percepções dos outros, parece que sou sempre o último a saber, como o corno. Não admira que fique, como a Sofia diz, viciado nessas percepções que os outros têm de mim.

Depois da massagem fiquei cheio de energia e mais vontade ainda de ir ter com a Marta. Tínhamos combinado encontrar-nos em Lisboa, já que não iriamos mais ao concerto - as saudades já começavam a apertar - e eu estava cheio de vontade para ir ter com ela. Como a coisa atrasou-se mais um pouco, a Sofia não pôde pôr-me à estação, já que ela tinha consulta a seguir. Estava decidido a aproveitar a minha energia para apanhar um pouco de sol, mas quando vou na rua, ouço uma voz a chamar pelo nome. Volto-me, era a Diana, a sócia da Sofia, que em breve vai emigrar para a Bélgica. Trocámos umas breves palavras e despedimos-nos, até que ela me pergunta, quando eu já estava a retomar caminho, se precisava de boleia.

"Por acaso..."

Perguntou-me para onde ia, disse que ia para a estação, ela disse que me dava boleia, que ia para lá buscar uma pessoa. Citando Hannibal Smith dos Soldados da Fortuna, adoro quando um plano bate certo - principalmente quando o plano é... vago e muita esperança de tudo correr bem. Cada vez mais... adoro quando um plano bate certo.

Quando me encontrei com a Marta, o tempo parece que parou ou avançou e nós é que parámos no tempo. Adoro a liberdade que tenho com ela para poder dizer disparates. Não que sinta necessidade de dizer disparates mas é uma liberdade tão grande de os poder dizer e não ser julgado. Uma liberdade enorme, é o que sinto. De muitas maneiras e de muitas formas, ela veio-me libertar. De tristezas, de solidão, de pesos. Só espero trazer-lhe tanta coisa boa à vida como ela traz à minha, mas a avaliar por aquilo que ela me diz e pela forma como age como está comigo, acho que nem tenho noção daquilo que lhe trago e de como assumi uma importância tão grande na vida dela em tão pouco tempo. Isso é ainda mais notório na hora da despedida. O andar sem energia e o cansaço que tenho sentido manifestaram-se bem quando a noite já ia avançada e como tinha uma sessão de reiki marcada para a manhã do dia seguinte, não me podia deitar muito tarde. Poder podia, mas não queria. Ao encarar o olhar dela, de tristeza, por nos separarmos mais uma vez, partiu-me o coração. Aliás, como parte sempre. Nisso, talvez seja mais frio. Sempre convivi com a ausência que normalmente na hora da despedida não me deixo afectar facilmente. A não ser que saiba que a despedida possa implicar uma ausência muito prolongada. Não sei, sou estranho a demonstrar emoções, mas também a senti-las. Acho que também será algo que ela terá uma profunda influência.

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