domingo, 20 de abril de 2014

18-04-2014

Hoje foi um dia fenomenal. Combinei ir mais a Marta ao Buddha Eden, no Bombarral e passámos lá o dia. Foi engraçado a forma como surgiu este dia. Queríamos estar juntos, basicamente. Para isso qualquer sítio serve. Acabei por me lembrar deste sítio porque era um lugar que já estive para visitar com a Catarina. Aconteceu com a pessoa que deveria acontecer. Apesar da Marta já ter estado lá antes, foi uma experiência nova para os dois, não só porque ter coisas diferentes que tinha mas porque o sentimento que nós dois vivemos naquele dia ser completamente novo também. De paz e amor como nunca sentimos. E é daquelas coisas em que parece que estamos rodeados de acasos mas que o acaso, que não existe, já sabemos, faz todo o sentido. Ao combinarmos as horas para sairmos daqui acabámos por termos tentado várias hipóteses até chegarmos à final., tudo porque queríamos estar o máximo de tempo possível um com o outro. A hora que decidimos, foi a ideal para chegarmos lá, já que chegámos exactamente no momento em que as portas estavam a abrir. 

O que senti neste dia só posso encontrar paralelos com o que senti com a Susana, a questão é que depois que a relação terminou, esse sentimento foi em muito empolado, distorcido e principalmente exagerada. Depois do fim de relação disse a mim mesmo que só valeria a pena ter uma relação se sentisse o mesmo. Claro que isso levou a que a cada pessoa que conhecia a comparasse com a Susana, uma versão irreal da Susana que apenas existia no meu coração apegado a algo que não existiu realmente. Mas o que senti hoje foi algo que me fez perceber o fragmento que foi daquilo que senti mais de dez anos atrás, na relação com a Susana. Um amor incondicional, puro. Um amor que flui sem oposição, que não precisou de esforço, que não precisou de nada para se manifestar. Um amor que sempre esteve cá mas que apenas estava a aguardar o momento certo, de parte a parte, para vir à superfície, sem ter nada a impedir, nada a atrapalhar. Talvez tenha demorado muito tempo, demasiado tempo, para que eu largasse toda a dor e todo o apego a pessoas e situações que não me serviam, mas provavelmente sem esse caminho percorrido, não estaria tão, verdadeiramente, aberto e disponível a este amor que sinto.

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